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24/02/2023 às 09h12min - Atualizada em 24/02/2023 às 09h12min

Morador de Paraíso das Águas flagra cascavel entrando em casa

Um morador do Jardim do Éden, da cidade de Paraíso das Águas foi surpreendido com uma cascavel com quase um metro e meio de comprimento, entrando em sua residência.

A serpente é uma das mais venenosas do mundo e em poucos dias esta foi a terceira cobra encontrada naquela região da cidade de Paraíso das Águas.

O fato aconteceu nesta quinta-feira, 23 de fevereiro. No local também reside uma criança e felizmente ninguém foi picado pela serpente.

A característica mais marcante da cascavel é um som de chocalho forte que ela emite, principalmente quando se sente ameaçada. A cascavel ocupa o primeiro lugar no número de mortes causadas por acidentes ofídicos, aqueles que envolvem mordidas de cobras.

Segundo um estudo realizado pelo Instituto Vital Brazil, no período de 1990 a 1993, mais de cinco mil pessoas foram picadas por cascavéis.

Das 35 espécies que existem no mundo, apenas uma vive no Brasil – a crotalus durissus. Ela habita os cerrados, regiões áridas e semiáridas do Nordeste brasileiro, bem como os campos abertos das regiões Sul, Sudeste e Norte.

Veneno da cascavel

Boicininga – “cobra que soa”, na língua tupi – , é outro nome da cascavel, que possui um veneno poderoso. Ele destrói as células do sangue das vítimas, causa lesões musculares, afeta os sistemas nervoso e renal.

Na peçonha dessa serpente, há uma proteína que causa rápida coagulação, fazendo o sangue da vítima endurecer. O ser humano tem uma proteína parecida, a trombina. Ela é ativada quando nos machucamos e forma a “casquinha” nas feridas.

As células sanguíneas dos seres humanos possuem uma outra proteína chamada mioglobina. Quando o veneno crotálico – da cascavel – destrói essas células, a mioglobina sai na urina da vítima, que assume uma cor avermelhada.

Como tratar uma picada de cascavel?

A picada de cascavel não dói, segundo diversos relatos do Instituto Butantan. Quem for mordido jamais deve fazer torniquetes ou garrotes – isso agrava a ação do veneno e pode levar à amputação do membro atingido. Também não se deve enfaixar a ferida.

Pode-se lavar a ferida com água e sabão ou com soro fisiológico. Mas a melhor coisa a se fazer é levar a vítima o mais rápido possível para um hospital e, de preferência, com a cobra.

Isso é importante para a identificação do animal e, portanto, para a administração correta do soro antivenenoso, ou antiofídico. Se não for possível capturar a serpente, deve-se dar uma boa olhada nela, para depois descrevê-la ao médico e ele poder aplicar o soro correto.

Fonte: BNC Notícias


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