22/11/2018 às 07h43min - Atualizada em 22/11/2018 às 07h43min

Ferrugem asiática chega em lavouras de MS

A temida doença da soja, a ferrugem asiática já está presente nas lavouras de Mato Grosso do Sul. Um foco foi detectado no Município de Maracaju e em uma plantas voluntárias, em Chapadão do Sul inicialmente, depois em Dourados, Campo Grande e São Gabriel do Oeste.
Segundo o pesquisador Dr. Alfredo Recieri, da Fundação Chapadão o momento é de total alerta para que a doença não se alastre e cause grandes danos à produtividade.
Recieri lembrou que na safra passada todas as condições foram favoráveis para o não surgimento da doença, que não causou perdas na produtividade em Mato Grosso do Sul. “Foi um ano excelente para nós, basicamente por três motivos; 01 – Os produtores cumpriram corretamente o vazio sanitário da soja. 02 – Aplicaram fungicidas nos momentos e com produtos corretos, e 03 – Sojicultores de Mato Grosso e de Goiás atrasaram o plantio, por falta de chuva e quando a doença se instalou naqueles estados a cultura já estava bastante adiantada na região dos chapadões de Mato Grosso do Sul” disse o pesquisador.
Alerta o pesquisador que neste ano todos devem ficar atentos, pois a situação está igualmente favorável para a doença, ou seja, muita umidade, calor, os produtores de Mato Grosso e Goiás implantaram as suas lavouras no momento correto e rápido, as correntes de ar continuam predominando no sentido norte sul, até a região dos chapadões e há dificuldades para aplicação de fungicidas, devido às constantes chuvas.
Foi no Paraná que surgiram os primeiros focos da doença neste ano agrícola e rapidamente se alastrou por várias regiões produtoras daquele estado, como mostra o sistema de monitoramento do Consórcio Antiferrugem. Os ventos leste a oeste são predominantes, o que justifica a chegada ao Município de Maracaju. Este fato coloca o sul de Mato Grosso do Sul e total alerta.
Os produtores de todo o MS devem intensificar o monitoramento, principalmente no estágio R-1 da planta, coletar folhas para análise nos laboratórios, uso de tecnologia de aplicação adequada a cada realidade do produtor, utilização de produtos registrados e multi-sítio (ou protetor) e contar com acompanhamento técnico.
O pesquisador Alfredo Recieri alerta ainda que as condições climáticas favorecem para o surgimento de outras doenças fúngicas na cultura da soja, como a mancha alvo e o mofo branco, que igualmente exigem produtos e tecnologia de aplicação adequados.
Fonte: Jovemsulnews (Norbertino Angeli)
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