25/02/2019 às 13h57min - Atualizada em 25/02/2019 às 13h57min

Seis mortos em confronto eram comandados por detento e planejavam arrombar cofre de agência, diz polícia

Quatro homens morreram em Goianira e dois, em Aparecida de Goiânia. Polícia relatou que, com eles, foram encontrados carros roubados, armas e explosivos.

Os seis homens que morreram durante ação da Polícia Militar integravam um grupo de roubo a banco e eram comandados por um detento do Complexo Prisional de Aparecida de Goiânia, na Região Metropolitana da capital, segundo informou a Polícia Civil nesta segunda-feira (25). A corporação acredita que o objetivo do grupo era arrombar o cofre central de uma agência bancária.
Segundo o comandante da Rotam, tenente-coronel Benito Franco, a corporação chegou aos suspeitos após troca de informações com a Polícia Civil. Eles tinham roubado dois carros dias antes para cometer os crimes e usaram três adolescentes para fazer o transporte das armas.
“Uma equipe, em patrulhamento por Goianira, viu o carro suspeito e tentou fazer a abordagem. Os ocupantes começaram a atirar e, ao revidar, os quatro ocupantes vieram a óbito”, disse.
Outra equipe foi a uma casa que seria usada como base do grupo e encontrou três adolescentes. Segundo Franco, os garotos confessaram que ajudaram os rapazes mortos e que outros dois comparsas estariam em uma casa no setor Jardim Dom Bosco, em Aparecida de Goiânia, também na Região Metropolitana da capital.
“Todo o planejamento acontecia nessa residência em Aparecida de Goiânia. Quando chegamos ao local, houve um novo confronto e dois homens vieram óbito no local”, completou Franco.
Os mortos em confronto em Goianira são Renan Candido de Souza, Igor Humberto dos Santos, Wender Garcia Santos e Thiago Eleuterio da Silva. Já em Aparecida de Goiânia morreram Thalysson Gonçalves de Oliveira e André Almeida Araújo.
“O Igor era responsável pelas armas. Tanto que no celular dele achamos uma foto em que ele ostenta pistolas, revólver e uma espingarda, o mesmo armamento encontrado com o grupo no dia da ação. Além disso, apreendemos explosivos, drogas e dois carros roubados, um que seria usado na ação e outro, na fuga”, completou o comandante da Rotam.
 
Preso ordenava crimes
 
De acordo com as investigações, o grupo era chefiado por Francisco Marcos Silva, que está preso desde janeiro deste ano por posse ilegal de arma de fogo.
“Essa organização criminosa é ligada a uma facção. Eles não eram investigados por envolvimento com roubo a banco até então, mas esses grupos têm migrado do tráfico de drogas, onde há uma atuação muito forte das polícias, para crimes contra o patrimônio”, explicou o delegado Samuel Moura.
O investigador acredita que o grupo tentaria fazer uma ação com maior impacto. "Pelos explosivos e quantidade de armamento, eles não queriam explodir só os caixas eletrônicos, eles iam tentar explodir o cofre central. Eles tinham armas e munição para segurar os policiais por mais tempo do que se fosse apenas os caixas”, disse.
O detento apontado como líder do grupo vai responder por organização criminosa e tentativa de roubo qualificado. Já os menores foram apreendidos e liberados após prestarem depoimento. Eles vão ser investigados pelo ato infracional análogo ao crime de porte de arma de fogo.
O secretário de Segurança Pública, Rodney Miranda, diz que a pasta está trabalhando para evitar que os crimes continuem sendo cometidos de dentro dos presídio.
“Estamos trabalhando para, cada dia mais, isolar essas lideranças e, ao mesmo tempo, prendendo e desarticulando essas ramificações fora dos presídios. Não é só bloquear quem ordena, mas também todo apoio que eles têm aqui”, afirmou.
 
Fonte: G1 Globo
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