24/02/2022 às 09h43min - Atualizada em 24/02/2022 às 09h43min

Goiás confirma 4 mortes por dengue este ano

Secretaria Estadual de Saúde informou que dos 12 casos suspeitos, quatro foram confirmados em moradores de Itaberaí, Itapaci, Inhumas e Goiânia. Oito casos seguem sendo investigados.

Subiu para 4 o número de mortes por dengue neste ano. A Secretaria Estadual de Saúde de Goiás (SES-GO) confirmou que os registros foram de moradores de ItaberaíItapaciInhumas e Goiânia. Oito casos suspeitos são analisados pelo Comitê de Investigação de Óbitos.

A pasta divulgou na terça-feira (22) a confirmação de uma morte pela doença. No entanto, o comitê se reuniu no mesmo dia e confirmou mais três mortes. A informação foi divulgada pela SES na quarta-feira (23).

Dados da SES-GO mostram que os casos de dengue dispararam no estado em 2022, com aumento de 215%. Em 2021, foram 4.771 casos confirmados contra 9.293 deste ano.

Em Goiânia, o índice de infestação do mosquito Aedes aegypti está em 3,6%, segundo a Vigilância em Saúde municipal. Isso significa que a cada 200 casas vistoriadas pelos agentes, sete tinham foco do mosquito.
As informações chamam a atenção porque coloca a capital em alto grau de risco de transmissão e, segundo o Ministério da Saúde, esse índice deve ficar em até 1%. O painel de monitoramento da doença mostra que 
Goiânia tem 329 infecções por 100 mil habitantes.
 

Vacina

 

Existe uma vacina contra a dengue, que está disponível apenas na rede particular. Mas apenas quem já teve a doença pode ser imunizado.

A vacina é aplicada no Brasil desde 2015 com autorização da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). são aplicadas três doses com intervalos de seis meses entre elas. Somente pessoas que têm idades entre 9 e 45 anos podem se imunizar.
 

O secretário da Sociedade Brasileira de Imunizações, Renato Kfouri, acrescenta que gestantes e pessoas imunossuprimidas não podem tomar a vacina contra a dengue.

"Com esta única vacina disponível, os dados mostram que há um pequeno risco de efeito colateral mais grave ou mais frequente em pessoas que nunca se exuseram ao vírus da dengue", explicou Kfouri.
 



Fonte: G1 Goías


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