08/10/2021 às 15h31min - Atualizada em 08/10/2021 às 15h31min

PADRASTO SUFOCOU ENTEADO PARA EVITAR QUE ELE CHORASSE E ACORDASSE OUTRAS CRIANÇAS, DIZ DELEGADO

A Polícia Civil informou que o jovem Vinícius Cardoso de Araújo, de 22 anos, matou o enteado de 2 anos para evitar que ele continuasse chorando e acordasse outras crianças que estavam na casa, em Águas Lindas de Goiás, no Entorno do Distrito Federal. A mãe do menino, Jéssica Nascimento, lamentou a morte do filho e disse que estranhou o filho demorar a acordar.

“Meu filho tinha um futuro lindo pela frente, um menino de ouro. Só quero justiça. Sei que nada vai trazer o Gael de volta, mas quero justiça”, disse a mãe.
O g1 não conseguiu identificar a defesa do suspeito até a última atualização dessa reportagem.

Gael Henrique do Nascimento Ribeiro morreu na terça-feira (5). O padrasto confessou que sufocou o enteado depois o levou ao hospital na tentativa de socorrer. Um laudo médico apontou que a criança tinha vários machucados pelo corpo e possível sinal de abuso sexual.

“Após algumas conversas com o padrasto, ele decidiu por afirmar que a criança estava chorando muito pela manhã e, com medo de que a criança acordasse as outras filhas deles que estavam na casa, ele pegou o travesseiro e abafou a criança por dois minutos até que ela parasse de chorar”, disse o delegado Vinícius Máximo da Silva.

Jéssica contou que estranhou a demora do filho em acordar e decidiu ver o que estava acontecendo.

“Na hora que eu fui no quarto, ele [Vinícius] tomou a frente. No que ele tomou a frente, ele ficou fazendo os procedimentos para tentar reanimar ele e eu fiquei desesperada. Eu pedi para a vizinha liga para o Samu [Serviço de Atendimento Móvel de Urgência]. Ela ligou e eu saí correndo atrás de carro”, contou Jéssica.

O menino foi levado ao hospital pelos familiares, mas morreu na unidade. “O paciente apresentava lesões pelo corpo, em diversos locais”, diz o relatório médico. O corpo foi encaminhado para o Instituto Médico Legal para analisar os machucados e determinar a causa da morte “e possível constatação de agressões físicas”.


Fonte: G1
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