24/06/2021 às 10h55min - Atualizada em 24/06/2021 às 10h55min

NOVA VÍTIMA DENUNCIA MÉDICO ORTOPEDISTA INDICIADO POR CRIME SEXUAL EM IPORÁ

Uma nova vítima procurou a Polícia Civil para denunciar o médico ortopedista Otacílio Rodrigues de Barros Neto, de 36 anos, indiciado por violação sexual mediante fraude, em Iporá, na região oeste de Goiás. Segundo a jovem de 21 anos, ela estava em uma consulta quando o profissional usou o pretexto de um exame físico para cometer os abusos, assim como relatou a primeira vítima quando também denunciou o suspeito.

“Procurei ele porque estava sentindo dores no braço. Durante a consulta, ele disse que precisava tocar no local da dor. Só que ele começou a pegar nos meus seios. E eu falava o tempo todo que a dor era no braço, não no seio”, contou.
Mulher denuncia médico por crime sexual cometido dentro consultório em Goiás
Mulher denuncia médico por crime sexual cometido dentro consultório em Goiás

A jovem registrou a denúncia na Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher (Deam) de Iporá, na terça-feira (22), depois que o suspeito foi indiciado por crime sexual cometido contra uma mulher de 46 anos. Nesse caso, a vítima, que também era paciente do médico, relatou que o crime aconteceu no dia 31 de maio, quando ela procurou o profissional após sentir dores no joelho.

“Eu fui levar os resultados dos exames quando tudo aconteceu. Ele tirou o pênis para fora da calça quando estava nas minhas costas, simulando que estava procurando nódulos no meu pescoço e no meu ombro”, contou.

Em nota, a defesa de Otacílio Rodrigues negou todas as acusações. O advogado Fernando Costa Martins afirmou ainda que o processo tramita em segredo de Justiça e que, por isso, não irá tecer qualquer comentário sobre os fatos, que ainda serão objetos de apuração, segundo ele.

O suspeito foi indiciado na última sexta-feira (18). Ao indiciar o profissional, a Polícia Civil pediu a suspensão temporária do exercício da medicina e enviou o documento ao Conselho Regional de Medicina do Estado de Goiás (Cremego). Ao G1, o órgão afirmou que apura a conduta do profissional.

Médico é indiciado por violação sexual de paciente, em Iporá
Médico é indiciado por violação sexual de paciente, em Iporá

Já o Hospital e Maternidade São Paulo, em Iporá, onde teria acontecido o abuso contra a mulher de 46 anos, afirmou que repudia o assédio e a violência de qualquer natureza contra a mulher. “Acreditamos, também, na importância da apuração cautelosa, responsável e imparcial dos fatos”.

A reportagem entrou em contato, por telefone, às 14h45 e às 15h10 desta quarta-feira (23), com o Hospital Municipal de Palestina de Goiás, onde teria acontecido o abuso contra a jovem de 21 anos, mas as ligações não foram atendidas até a última atualização desta reportagem.

Procurado pelo G1, o Ministério Público de Goiás (MP-GO) informou que até às 13h30 desta quarta-feira o inquérito policial ainda não havia chegado até o órgão. O Tribunal de Justiça de Goiás (TJ-GO) informou que o caso tramita em segredo.

De acordo com a jovem o crime contra ela aconteceu em setembro de 2020, mas ela só teve coragem de denunciar depois que viu que a mulher de 46 anos procurou a polícia. Com medo de que não acreditassem no que ela estava falando, a jovem conta que no primeiro momento só relatou o que ocorreu para uma irmã, com quem ela tem mais proximidade.

“Quando eu vi a notícia de que uma outra mulher estava o acusando de crime sexual eu me lembrei do que aconteceu comigo. Como eu sou casada, fiquei com medo que as pessoas duvidassem de mim e isso prejudicasse o meu casamento. Por isso, me calei. Mas, agora não dá mais”, afirmou.
De acordo com a vítima, no dia do abuso, além de tocar em seus seios, o médico ainda ficou com o pênis para fora da calça e pediu que ela o tocasse. A jovem relata ainda que durante toda a consulta ela estava com seu filho de apenas dois anos, que presenciou toda a situação.

“Ele estava posicionado atrás de mim, pediu para eu colocar a mão para trás, para tentar tocar na mão dele. Eu obedeci, mas acabei encostando em outra coisa, que foi quando vi que ele estava com as partes íntimas para fora da calça”, contou.

Fonte: G1
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