27/10/2020 às 10h47min - Atualizada em 27/10/2020 às 10h47min

Moradora de condomínio de luxo é suspeita de não deixar entregador entrar por ser negro: 'Não vou permitir esse macaco'

Na conversa, a pessoa ainda pede que seja enviado um motoboy branco. Gerente da lanchonete se recusou a continuar o atendimento após respostas.

O dono de uma hamburgueria de Goiânia denuncia que uma cliente não deixou o entregador entrar no condomínio de luxo por ser negro. Nas mensagens, a mulher disse que deveriam mandar um entregador que fosse branco: “Eu não vou permitir esse macaco”.

O caso aconteceu na noite de domingo (25). Como não havia o endereço completo eles entraram em contato com a cliente para pegar a quadra e o lote exatos. Na mensagem, a mulher está procurando o endereço completo e, quando a gerente pede para a moradora autorizar a entrada, a cliente se recusa.

“Esse preto não vai entrar no meu condomínio”, afirma a mensagem. Em seguida, afirma: “Mandar outro motoboy que seja branco”. A gerente se nega e a cliente chama o entregador de macaco.

Diante das mensagens, a gerente diz que não é tolerado o racismo e que o pedido não será entregue. “Adeus. Não uso restaurante judaico”, finalizou a cliente na mensagem.

O dono da hamburgueria disse que o caso será registrado na Polícia Civil. O nome da cliente não foi divulgado, pois eles esperam que a investigação aponte se as mensagens foram enviadas realmente pela cliente ou se foram respondidas por outra pessoa como forma de prejudicar a moradora do condomínio.
 

“Foi a primeira vez que teve um caso assim. No início achamos que pudesse ser um trote. Nós ficamos muito sem reação, sem saber como falar para nosso entregador na porta o que tinha acontecido. Mas a gente acabou tendo que contar. Ele ficou o resto da noite triste”, disse o dono do estabelecimento, Éder Leandro Rocha.

O proprietário disse que, após registrar o caso na polícia, também vai comunicar o caso ao aplicativo de entregas. Ele também contou que filmou a conversa no aplicativo como forma de guardar provas sobre o caso.

 

“Foi a primeira vez que teve um caso assim. No início achamos que pudesse ser um trote. Nós ficamos muito sem reação, sem saber como falar para nosso entregador na porta o que tinha acontecido. Mas a gente acabou tendo que contar. Ele ficou o resto da noite triste”, disse o dono do estabelecimento, Éder Leandro Rocha.

O proprietário disse que, após registrar o caso na polícia, também vai comunicar o caso ao aplicativo de entregas. Ele também contou que filmou a conversa no aplicativo como forma de guardar provas sobre o caso.

 

“A gente só divulgou porque esses atos não podem ficar impune”, afirmou.



Fonte: G1Goiás

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