05/10/2020 às 10h25min - Atualizada em 05/10/2020 às 10h25min

Corpo de jovem que morreu ao cair em poço de elevador deixa Argentina e segue em voo para velório e enterro no Brasil, diz mãe

Ana Karolina Fernandez, de 22 anos, cursava medicina em Buenos Aires e caiu do 13º andar de prédio. Sepultamento deve ser realizado em Chapadão do Céu, no sudoeste de Goiás, onde família mora.

A mãe da jovem Ana Karolina Fernandez, que morreu aos 22 anos após cair no poço de um elevador na Argentina, onde estudava medicina, confirmou que o traslado do corpo para o Brasil começou a ser feito na manhã desta segunda-feira (5). Ao G1, a empresária Silvana Lara Ferreira disse que o voo trazendo os restos mortais da filha saiu de Buenos Aires às 10h (horário de Brasília).

A universitária morreu no dia 4 de setembro, após uma queda do 13º andar. Ainda conforme Silvana, após o pouso em Campinas (SP), o corpo será levado de carro para Chapadão do Céu, no sudoeste de Goiás, distante quase 900 km, onde ocorrerão velório e sepultamento. Pelas redes sociais, ela agradeceu o apoio recebido.

 

"Gostaria de avisar a todos que finalmente conseguimos o voo para trazer minha filha Karol, estávamos apreensivos porque estava bem difícil, mas graças a Deus, agora está confirmado. Desde já agradeço a todos por toda ajuda", disse Silvana no post.

 

O corpo foi liberado no último dia 23 de setembro. Como a funerária ainda precisa realizar todos os trâmites burocráticos e documentais, ainda não se sabe o horário em que ele chegará à cidade goiana. A previsão, no entanto, é que velório e enterro ocorram na terça-feira (6).
Além disso, a família conseguiu um visto especial para poder buscar os pertences de Ana Karolina no país vizinho. Por conta da pandemia, é necessário aos brasileiros que lá desembarcam passar por uma quarentena até poder regressarem. Mas com o documento, não será necessário cumprir esse período. Dois tios da jovem embarcam no próximo dia 18.
 

Possível falha no elevador

 

A família já foi informada de que a polícia local tem como principal hipótese para a causa da morte uma falha no elevador do edifício. Nos últimos dias, chegou a ser cogitada a tese de homicídio.

"A investigação caminha para isso, para uma falha no elevador, afastando a tese de homicídio. Essa informação nos foi repassada pela funerária, que recebeu um ofício do Ministério Público argentino", afirmou o advogado Carlos Eduardo Correa da Silva, que é tio de Ana e está cuidando dos trâmites burocráticos.

Ana Karolina morreu depois de sair para comemorar a aprovação em uma prova de patologia. Um perfil chegou a ser criado nas redes sociais por amigos da jovem cobrando uma investigação "transparente" sobre a morte.

G1 tenta contato, por e-mail, com a Polícia Metropolitana de Buenos Aires desde o dia 12 de setembro, para saber o andamento das investigações. No entanto, não obteve retorno até a última atualização desta reportagem.
 

Sonho em cursar medicina

 

A jovem havia se mudado para a Argentina há quatro anos para fazer faculdade de medicina, que era seu grande sonho.

A família era natural de São Paulo, mas se mudou quando Ana Karolina tinha 6 anos para a cidade goiana de Chapadão do Céu. Lá ela viveu até os 18, quando foi para a Argentina.

Inicialmente, a família calculou o valor de mais de R$ 28 mil para trazer o corpo de Buenos Aires para São Paulo. De lá, ele ainda seguirá até Chapadão do Céu, onde o enterro será realizado.

 


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