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26/08/2020 às 09h04min - Atualizada em 26/08/2020 às 09h04min

Ex-major da PM acusado de sequestrar e estuprar irmãs é ouvido em primeira audiência, em Rio Verde

Adolescentes e testemunhas também deram depoimentos. Policial militar nega acusações.

O ex-major da Polícia Militar Cristiano Silva de Macena, acusado de sequestrar e estuprar duas irmãs, de 11 e 12 anos, passou por audiência de instrução e julgamento nesta terça-feira (25), em Rio Verde, no sudoeste de Goiás. Além dele, também foram ouvidas as testemunhas do crime e as irmãs. Como o caso corre em segredo de justiça, a audiência foi a portas fechadas.

Essa foi a primeira audiência do caso, que deveria ter acontecido em março, mas foi adiada por conta da pandemia. O policial militar responde por sequestro, estupro e adulteração de sinal identificador do veículo.

Em nota, a defesa de Cristiano de Macena afirmou que ele “nega os fatos que lhe estão sendo atribuídos” e acredita que “conseguirá esclarecer a sua inocência pela oitiva das testemunhas”.

Ao G1, o advogado da família das vítimas, Gilson Lima Costa, informou que não foi possível a audiência de instrução e julgamento, pois a defesa do acusado requereu algumas diligências. Ainda segundo ele, as irmãs estão "extremamente abaladas".

 

"As meninas não têm nenhuma dúvida quanto ao acusado, estão extremamente abaladas e continuam fazendo tratamento psicológico. Ele destruiu a vida dessas crianças e de toda a família", afirmou.

 

A Polícia Militar de Goiás se manifestou sobre o caso e disse que toda decisão proferida pelo Poder Judiciário “será devidamente cumprida”. Informou ainda que o processo segue em andamento e que o policial segue detido, à disposição da Justiça.
 

Cristiano de Macena está preso na academia da Polícia Militar em Goiânia.
 

Crime

 

O crime aconteceu em outubro de 2019. Câmeras de monitoramento flagraram a caminhonete do suspeito perto da casa das vítimas, com a placa adulterada.

As vítimas estavam em casa com a avó no dia 22 de outubro. Segundo a investigação, o major amarrou a mulher e levou as duas meninas até outra casa, onde foram estupradas e depois abandonadas próximas a uma escola.

No veículo dele foram encontrados fios de cabelo e impressões digitais de crianças. De acordo com a Polícia Civil, as vítimas reconheceram, na delegacia, o policial e a arma usada para ameaçá-las.

O policial militar foi preso no dia 23 de outubro. Ele foi levado para a carceragem da Academia da Polícia Militar, em Goiânia. Ele era comandante da Companhia de Policiamento Especializado e foi exonerado do cargo.

Fonte: G1Goiás


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