13/07/2020 às 14h17min - Atualizada em 13/07/2020 às 14h17min

Novo decreto estadual libera bares, restaurantes, academias e eventos esportivos

O governador de Goiás, Ronaldo Caiado (DEM), assinou nesta segunda-feira (13) um novo decreto que libera o funcionamento de alguns setores não essenciais no estado, como bares, restaurantes, comercio em geral e eventos esportivos, respeitando normas sanitárias. A flexibilização ocorreu após regra anterior, que proibiu essas atividades nos últimos 14 dias.
O decreto foi publicado no Diário Oficial horas depois e começa a vigorar na terça-feira (14). Também nesta manhã, o prefeito de Goiânia, Iris Rezende (MDB), também publicou novo decreto municipal seguindo as diretrizes e normas estaduais.
Quando questionado sobre o que poderia voltar a funcionar e em quais condições, Caiado respondeu: "É mais fácil dizer o que não volta. Não voltam shows, eventos, salas de cinema, teatro, boate. Tudo aquilo que gere aglomerações. Tudo isso não está autorizado".
Segundo o governo, poderão abrir obedecendo normas sanitárias:
Eventos esportivos (sem público)
Academias poliesportivas
Bares e restaurantes (obedecendo lotação máxima de 50% da capacidade)
Atividades religiosas presenciais
Seguem proibidos de funcionar:
Visitação a pacientes internados com Covid (exceto casos de necessidade de acompanhamento de crianças)
Visitação a presídios e centro de detenção para menores
Eventos públicos e privados de qualquer natureza, desde que presenciais
Atividades em clubes recreativos e parques aquáticos
Aulas presenciais em instituições de ensino públicas e privadas
Boates, salões de festas e jogos
Cinemas, teatros e casas de espetáculos
O decreto determina ainda que o funcionamento dos estabelecimentos deve ocorrer se descuido de protocolos sanitários, tais como o uso de máscara facial, da manutenção do distanciamento entre as pessoas e da proibição de aglomerações.
'Inadmissível banalizar a vida'
Caiado lembrou que o primeiro decreto com medidas contra o coronavírus foi publicado há exatos quatro meses, logo após a confirmação dos três primeiros casos de Covid-19 em Goiás. Ele afirmou que a luta contra a doença é uma "grande desafio" e que não vai aceitar "banalizar a vida".
 
"Veja que não é uma luta nem uma corrida curta e nem uma única batalha para sermos vencedores desse grande desafio chamado Covid-19. É realmente uma maratona que, até então, parece, às vezes, interminável. Mas não nos recuaremos ou curvaremos hora nenhuma diante do desafio. O desafio de transformar Goiás como referência de solidariedade e amor ao próximo. É inadmissível banalizar a vida", afirmou em seu discurso.
O governador deu pêsames aos familiares das 849 pessoas que já morreram em Goiás pela doença. Avisou que não há espaço para "visões pessoais, egoístas e voltadas apenas a interesses próprios e disse que é necessário conscientização coletiva. Ele destacou ainda que a reabertura não vai ser algo "totalmente descontrolado".
14 x 14
No dia 30 de junho, começou a valer decreto estadual no regime de "14 por 14", no qual as atividades não essenciais fechavam por duas semanas e, posteriormente, voltavam a funcionar pelo mesmo período. O modelo foi proposto após a Universidade Federal de Goiás (UFG) prever colapso hospitalar no próximo mês de julho.
Apesar do decreto, as prefeituras tinham liberdade para aderir ou não a proposta, conforme deliberação do Supremo Tribunal Federal (STF).
As normas do decreto foram alvo de uma intensa disputa judicial. De um lado, o setor empresarial, que buscava a reabertura com padrões rígidos de segurança. Do outro, o Ministério Público, que via ainda não haver condições de funcionamento devido ao risco de infestação do coronavírus.
Fonte: G1
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