27/11/2019 às 14h30min - Atualizada em 27/11/2019 às 14h30min

Bebê espera desde que nasceu por vaga para fazer cirurgia de urgência no coração, em Goiânia

Diagnosticado com malformação no coração, Kalleby Ferreira está internado no Hospital Materno Infantil sem previsão de ser operado.

O recém-nascido Kalleby Aguiar Ferreira, de 1 mês e 21 dias, foi diagnosticado com cardiopatia congênita e precisa ser operado com urgência, de acordo com laudo médico. Em Goiás, a cirurgia só é realizada no Hospital da Criança, clínica particular de Goiânia, que possui convênio com o Sistema Único de Saúde (SUS), mas o bebê aguarda por vaga para ser operado desde que nasceu.
Kalleby está internado na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) do Hospital Materno Infantil (HMI), em Goiânia. Segundo a mãe, Ana Caroline da Cruz Aguiar, apesar da gravidade do caso do filho, ainda não há previsão de conseguir a vaga para a operação.
Ana contou que se preocupa cada dia mais, porque tem visto o filho piorar nos últimos dias.
"Na semana passada ele teve duas paradas cardíacas. A pior coisa do mundo é ver ele passando mal e a gente não poder fazer nada," afirmou Ana Caroline.
A Secretaria Municipal de Saúde de Goiânia informou, às 8h55 desta quarta-feira (27), que o Complexo Regulador “já está na busca da vaga para o paciente" e que quando a vaga for disponibilizada ele será encaminhado para o Hospital da Criança.
Os pais do bebê foram ao Ministério Público de Goiás (MP-GO) na última sexta-feira (22) para tentar uma decisão judicial que agilize a liberação da vaga no Hospital da Criança.
O MP-GO informou, às 18h56 de terça-feira (26), que foi executado um mandado de segurança em favor da criança, no Juizado da Infância e Juventude de Goiânia e que "o processo tramita em segredo de Justiça, por envolver menor".
A família de Kalleby mora em Itaberaí e está em Goiânia desde o nascimento do filho. Longe de casa há quase dois meses, o pai do bebê, Júlio da Silva Ferreira, perdeu o emprego para ficar ao lado da esposa nesse momento difícil.
"Pra ela ficar aqui sozinha é muito difícil. Eu preferi colocar o meu emprego em risco e apoiar a minha família," disse Júlio.
 
Fonte: G1Goiás
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