21/10/2019 às 14h52min - Atualizada em 21/10/2019 às 14h52min

Homem condenado por matar a ex-mulher e deixar amiga dela paraplégica é preso 20 anos após o crime, em Goiás

Crime praticado por Jovaci Bernardo ficou conhecido nacionalmente após ser exibido pelo programa Linha Direta, da TV Globo. Segundo polícia, em 1999, ele torturou, atirou e esfaqueou a ex e uma amiga por não aceita o fim da relação.

Um homem condenado por matar a ex-mulher e deixar uma amiga dela paraplégica foi preso 20 anos após os crimes, ocorridos em Goiânia. O caminhoneiro Jovaci Antério Bernardo, de 57 anos, foi julgado e recebeu pena de 25 anos, mas estava foragido. Ele foi localizado e detido em Itapaci, a 240 km da capital.
O caso ficou nacionalmente conhecido após ser tema do programa Linha Direita, da Rede Globo, em 2003. Segundo as investigações, ele torturou, baleou e esfaqueou a vítima, Suzete Alves, à época com 30 anos, por não aceitar o fim do relacionamento. Ferida, ela chegou a ficar internada por três dias, mas não resistiu.
Já a amiga dela, Marileny Teles da Silva, também foi atacada e baleada. Ela sobreviveu, mas ficou paraplégica. As duas dormiam na mesma casa quando o crime ocorreu, em abril de 1999.
"Ele já foi disparando a arma. Eu já estava virada para a parede. Primeiro tiro acertou na minha coluna. Eu já não senti mais as pernas. E ele começou a atirar, atirou nela, atirou em mim. E deu facada na gente”, lembra.
Ela afirmou que Jovaci era violento e espancava a ex-mulher frequentemente. "Ele mais agredia ela fisicamente com surra, discutiam muito por causa de ciúme", destaca.
Ele chegou a ser detido na época do crime, mas foi solto em seguida. Em 2013, o caminhoneiro foi julgado pela Justiça e condenado a 25 anos de prisão pelos crimes. Desde então, era considerado foragido.

Filho desabafa

Filho do primeiro casamento de Suzete, o empresário Caio Sérgio Marques tinha apenas 9 anos quando a mãe foi assassinada. Ele estava na casa de uma amiga da mãe no dia do crime.
Hoje com 30 anos, após morar nos EUA e constituir família, ele desabafa e se emociona ao falar da morte brutal da mãe.
"As pessoas têm que pagar pelos atos que fazem, ainda mais um ato deste, acabou com duas famílias. Uma coisa muito triste. É triste demais, minha mãe era uma pessoa muito do bem”, afirma.

Mutirão

Titular da Delegacia Estadual de Investigação de Homicídios (DIH), o delegado Rilmo Braga disse que está realizando um mutirão junto com o Poder Judiciário para prender criminosos que cometeram algum assassinato há muitos anos.
"Assim que assumimos, iniciamos esse trabalho no encalço de criminosos foragidos de longa data. Aqueles que, em princípio, a gente poderia não estar dando uma resposta imediata em reação aos crimes mais recentes, mas que causam essa sensação de impunidade. As famílias sofrem muito com esse tipo de impunidade. E é para isso que criamos essa força-tarefa", disse.
Ele disse que criminosos com uma condenação já determinada e ainda foragidos tendem a cometer novos crimes.
"É muito importante não tapar os olhos para crimes de longa data. Porque criminosos condenados por crimes graves, com longas penas como essa, 25 anos de prisão, que não são devidamente punidos, são potenciais criminosos para cometimento de novos crimes graves e violentos como esse que deixou duas famílias totalmente traumatizadas", destaca.
Segundo Braga, Jovaci usava de sua profissão - caminhoneiro - para estar sempre despistando a polícia. Por isso, costumava ficar sempre em cidades do interior de Goiás e até de outros estados para tentar fugir do mandado de prisão.
 
Fonte: G1Goiás
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