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Entenda como funciona 'cápsula de sobrevivência' que salvou jovem soterrada por carga de serragem de carreta no RS

Motorista de 23 anos ficou presa sob a serragem no acesso à BR-448. Resgate durou duas horas. Mulher passa bem.

09/10/2025 às 15h08
Por: Redação Fonte: G1
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Entenda como funciona 'cápsula de sobrevivência' que salvou jovem soterrada por carga de serragem de carreta no RS

De acordo com especialistas, a estrutura reforçada do carro e o tipo de material que o cobriu foram determinantes para a sobrevivência da motorista.

Eduarda Corrêa estava em um carro de passeio, em uma curva no acesso à BR-448, quando uma carreta tombou sobre o veículoA carga de serragem que caiu sobre o carro soterrou a motorista. Durante o resgate, Eduarda se manteve lúcida e conseguiu acionar os pais e o noivo por telefone, que foi até o local.

A estrutura conhecida como "célula de sobrevivência" — formada por colunas e portas com proteção reforçada — absorveu o impacto e evitou a compressão total do veículo.

Entenda abaixo as circunstâncias que ajudaram Eduarda a sobreviver ao acidente impressionante.

Estrutura do carro foi essencial

As imagens do acidente (veja abaixo) mostram que, externamente, o carro em que estava Eduarda ficou completamente destruído, mas manteve a integridade da cabine. Os vidros fechados criaram uma bolha de aro que permitiu que a motorista continuasse respirando.

Uma estrutura chamada "célula de sobrevivência" — formada por colunas e portas com proteção reforçada — absorveu o impacto evitou a compressão total do veículo, conforme explica Ricardo Hegele, médico especialista em medicina do tráfego e presidente da Associação Brasileira de Medicina de Tráfego no Rio Grande do Sul (Abramet-RS).

“Essa sobrevivência da motorista se deu por umas circunstâncias especiais. O tombamento ocorreu sobre um veículo com habitáculo de proteção. Essa célula é reforçada e protege os ocupantes em casos de capotamento”, diz.

O fato de a carga ser de serragem, um material menos denso, também contribuiu.

"É um material leve e poroso, que não adentrou totalmente no veículo. Isso ajudou a formar uma bolha de ar, que ajudou a mantê-la viva. E um veículo com os vidros todos fechados, com essa bolha de ar que permanece dentro, pode manter uma pessoa viva por 30 a 60 minutos em média", completou Hegele.

Segurança veicular

Especialistas apontam que a posição do carro após o impacto e o uso do cinto de segurança foram determinantes. Detalhes milimétricos, como o ponto exato da colisão e a estrutura do veículo, podem definir a sobrevivência em situações como a do acidente em Porto Alegre.

Em colisões fortes, o corpo humano sofre desaceleração violenta. Sistemas como airbag e cinto de segurança atuam para controlar esse movimento. Carros mais modernos contam com segurança ativa: em desacelerações bruscas, cintos e portas são travados e os vidros fechados automaticamente.

"A parte onde estão motorista e carona é uma cápsula de segurança. O motor é projetado para se soltar em batidas fortes, evitando que entre no habitáculo", explicou o engenheiro mecânico Anderson de Paulo.

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