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Operação da polícia de SP mira influencer suspeito de esquema que teria desviado R$ 146 milhões via PIX

Mandados foram cumpridos nesta terça (23) em endereços de luxo na capital. Principal alvo

23/09/2025 às 10h11
Por: Redação Fonte: G1
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Operação da polícia de SP mira influencer suspeito de esquema que teria desviado R$ 146 milhões via PIX

A Polícia Civil de São Paulo realiza na manhã desta terça-feira (23) uma operação contra um grupo suspeito de desviar mais de R$ 146 milhões por meio de fraudes no sistema Pix. As vítimas são um banco e empresas que perderam o dinheiro após transferência ilegais feitas pelos criminosos.

O principal alvo da operação é o empresário e influenciador digital Gabriel Spalone, de 29 anos, que teve a prisão decretada pela Justiça, mas ainda não foi localizado pela polícia. Outros dois investigados foram presos em cumprimento à decisão judicial (saiba mais abaixo).

A "Operação Dubai" é feita por policiais da 1ª Delegacia da Divisão de Crimes Cibernéticos (DCCiber), do Departamento Estadual de Investigações Criminais (Deic) da Polícia Civil do Estado de São Paulo.

A Justiça autorizou o cumprimento de três mandados de prisão temporária e quatro de busca e apreensão.

Spalone é dono da Dubai Cash e da Next Trading Dubai _empresas que se apresentam como fintechs voltadas a operações de pagamentos e investimentos.

Spalone tem mais de 800 mil seguidores no Instagram. A conta social dele estava como privada nesta terça. Em seu perfil ele divulga a rotina de negócios, reforçando a imagem de jovem investidor ligado ao mercado financeiro. Nesta terça a conta dele na rede social aparecia como privada.

Segundo reportagens, Spalone chegou a anunciar projetos de pagamento digital, com promessas de atuação no Brasil e no exterior.

Apesar de ter endereços ligados a ele em São Paulo, o influenciador também reside em Dubai.

Os outros dois investigados foram presos — juntos, eles teriam se beneficiado em quase R$ 75 milhões do esquema criminoso. Guilherme Sateles Coelho e Jesse Mariano da Silva foram detidos, respectivamente, em São Paulo e em Campinas, interior do estado.

A equipe de reportagem tenta contato com as defesas dos três investigados.

Como era o esquema criminoso

Segundo as investigações, em 26 de fevereiro de 2025 um banco identificou um movimento atípico em seus sistemas: em poucas horas, entre 4h23 e 9h47, foram realizadas 607 transferências via PIX, que somaram R$ 146.593.142,28.

As operações partiram de dez contas vinculadas a uma empresa parceira da instituição financeira responsável pelo serviço de “PIX indireto”. Essa prática é considerada ilegal, segundo o banco.

Por causa da rápida reação do banco, foi possível recuperar mais de R$ 100 milhões, mas ainda restou um prejuízo de R$ 39 milhões à instituição e às empresas correntistas.

Policias cumpriram mandados de busca em diversos endereços ligados aos investigados, incluindo imóveis na Vila Leopoldina, no Jardim Morumbi, na Vila Santo Henrique e no Jardim Ampliação, todos em São Paulo.

Os presos estão sendo levados para a sede da DCCiber, no prédio da Polícia Civil, na região da Luz, no Centro da capital.

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