25/01/2019 às 09h03min - Atualizada em 25/01/2019 às 09h03min

Mulher de chefe de facção é presa com r$ 100 mil e munições para fuzil em laboratório em Goiânia-GO

A mulher de um dos chefes do Comando Vermelho em Goiás, facção criminosa do Rio de Janeiro, foi presa, nesta quinta-feira (24), suspeita de comandar um laboratório refino de cocaína e produção de crack, em Goiânia. De acordo com a Polícia Civil, Graziela da Ressureição Santos, esposa de Renato Macaco, preso por tráfico, estava com R$ 100 mil em espécie, além de uma máquina de contar cédulas e munição para fuzil.
O G1 não conseguiu localizar a defesa de Graziela ou de Renato para comentar a prisão.
A prisão ocorreu na manhã desta quinta-feira, no Setor Fonte Nova, região noroeste de Goiânia. Conforme divulgou a assessoria de imprensa da Polícia Civil, equipes buscavam cumprir um mandado de prisão contra um foragido e acabaram descobrindo o laboratório equipado com diversos itens de fabricação de drogas.
Além de insumos, dinheiro, máquina de contar drogas e munição de fuzil calibre 5.56, a polícia encontrou documentos no nome de Graziela, que já era investigada pela Delegacia Estadual de Repressão a Narcóticos (Denarc). Ela foi abordada na porta da casa onde mora, com quase R$ R$ 100 mil em espécie, além de anotações de contabilidade do comércio de drogas produzidas no laboratório.
Quem é o marido de Graziela?
Segundo a Polícia Civil, Graziela é esposa de um traficante conhecido como Renato Macaco, cujo nome é Renato Pereira do Nascimento. Ele está preso em um presídio federal no estado de Rondônia, conforme divulgou a corporação, cumprindo pena por tráfico de drogas, homicídios e posse ilegal de arma de fogo.
De acordo com as investigações, Renato é um dos líderes do Comando Vermelho em Goiás. Ele foi preso em 2016 com duas pistolas com kit rajadas, uma espingarda calibre 12, além de munição e pasta base de cocaína e R$ 20 mil em espécie.
A assessoria de imprensa da corporação divulgou que, no dia 17 de junho do ano passado, um arsenal foi apreendido após uma perseguição policial. Segundo as investigações comandadas pelo delegado Eduardo Gomes, da Denarc, 10 fuzis, 10 pistolas, mais de 30 carregadores, além de explosivos, seriam levados para Formosa, no Entorno do Distrito Federal, com o intuito de resgatar cinco líderes da facção, entre eles, Renato Macaco.
Cinco pessoas foram presas na época pela Polícia Militar do Distrito Federal. Após o fato, Macaco foi transferido para o Núcleo de Custódia de Aparecida de Goiânia e, em setembro, foi levado, junto com os 7 presos mais perigosos do estado, para um presídio federal no norte do país.
 
Fonte: G1
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