20/09/2019 às 14h52min - Atualizada em 20/09/2019 às 14h52min

Mulher revela que foi abusada na frente do marido por homem considerado o maior estuprador em série de Goiás

Vítima disse que ela e o esposo foram ameaçados de morte caso olhassem para o suspeito. Polícia diz que homem é suspeito de 47 abusos, dos quais 22 foram confirmados por exame de DNA.

Uma mulher, cuja identidade não foi divulgada, revelou que foi estuprada na frente do marido por Wellington Ribeiro da Silva, de 52 anos. Considerado o maior estuprador em série de Goiás, ele é suspeito de 47 abusos, dos quais, segundo a Polícia Civil, 22 foram confirmados por meio de exames de DNA.
Em vídeo divulgado pela polícia (veja acima), a vítima relata que estava voltando da casa do cunhado, por volta das 20h, quando foi abordada junto com o esposo. Após roubar o celular do homem, ele praticou o abuso.
"Foi onde ele mandou eu tirar minha roupa e começou a fazer o ato, me estuprar, fazer o que queria, do lado do meu marido. Falou para ele [marido] não falar nada nem olhar para ele em momento algum. Depois disso, ele prosseguiu e falou que não era para nós olharmos porque senão ele matava a gente", disse.
Preso na semana passada, em Aparecida de Goiânia, Wellington foi apresentado à imprensa na quinta-feira (19). A polícia disse que ele confessou a prática de seis abusos. A corporação não soube informar se ele tem advogado.
“Em nenhum momento ele demonstra arrependimento, ele é uma pessoa fria e dissimulada. O laudo do psicólogo já apontou que ele tem plena capacidade de compreender os atos por ele praticados", disse a delegada Ana Paula Machado.

Vídeo

A polícia informou que Wellington atuava sempre à noite. Há registros em Aparecida de Goiânia, Bela Vista de Goiás, Abadia de Goiás e Hidrolândia.
Um vídeo obtido pela polícia mostra o homem passando por uma rua de Aparecida de Goiânia com uma garota de 12 anos na garupa (vídeo no início da matéria). Ele a levou para um lugar afastado, onde praticou os abusos.
Wellington abordava as mulheres usando uma arma, pegava os celulares das vítimas, as colocava na moto e as estuprava em um local afastado. Para dificultar a identificação, ele jamais tirava o capacete e os crimes eram cometidos todos durante a noite ou madrugada, quando está escuro.
Entre os casos, está um ocorrido em 2011, quando ele teria estuprado uma mulher e a filha dela, de cinco meses.

DNA

A força-tarefa que resultou na operação, batizada de Impius, durou 45 dias e envolveu mais de 40 pessoas. Ela teve início após a Polícia Técnico-Científica encontrar o perfil genético de Wellington em várias vítimas de estupros.
“Em 2015, foram coletados vestígios de uma vítima de estupro e inserido no banco genético. Em 2017, foi coletado novo vestígio de outra vítima e coincidiu com a amostra anterior. No mesmo ano apareceram outras quatro vítimas compatíveis. No final de 2018 já somavam nove mulheres e isso nos chamou a atenção. Com isso, avisamos à Polícia Civil”, disse o superintendente da Polícia Técnico-Científica, Marcos de Melo.
Wellington chegou a ser preso na época e transferido para o Mato Grosso. Porém, meses depois, conseguiu fugir e voltou para Goiás.
“Ele é originário do Mato Grosso. Aos 22 anos, ele chefiava uma organização que cometia assaltos e homicídios. Em uma chacina, ele matou a ex-mulher e dois filhos dela. Ele despreza mulher, a considera um ser inferior. Ele filmava as vítimas após o estupro para que elas não O denunciassem, abusou por duas vezes de mães e filhas”, disse o delegado Carlos Levergger.
Segundo a polícia, o suspeito estava com uma moto roubada e identidade falsa ao ser abordado. Além de responder por receptação e uso de documento falso, ele também vai responder por roubo e estupro. Devido à quantidade de crimes, a pena, somada, pode chegar a 600 anos de prisão.
 
Fonte: G1Goiás
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