29/07/2019 às 14h21min - Atualizada em 29/07/2019 às 14h21min

Namoradas de presos são suspeitas de aliciar mulheres para levar drogas e celulares para dentro de cadeia em Goiás

Vídeo mostra quando policiais acham droga em 'compartimento secreto' no carro de uma delas. Segundo a polícia, elas escondiam objetos nas partes íntimas para entrar em presídio.

Duas amigas foram presas suspeitas de levar drogas e celulares para os namorados, que estão presos no Complexo Prisional de Aparecida de Goiânia, na Região Metropolitana de Goiânia. Segundo a Polícia Civil, elas também aliciavam outras meninas para entrar com os objetos escondidos nas partes íntimas.
“Elas organizavam tudo, marcavam de encontrar e repassavam tudo para as outras meninas, que davam um jeito de entrar para dentro do presídio”, disse ao G1 o delegado Fernando Gama, titular da Delegacia Estadual de Repressão a Narcóticos (Denarc).
Rayanne Fernandes Gomes Moura e Raica Sabrina da Silva Mendonça foram presas no domingo (28), na casa da mãe de uma delas, no Setor Jardim Guanabara, antes de ir para a porta da cadeia, pois a Polícia Civil conseguiu na Justiça que fossem expedidos mandados de prisão temporárias contra as duas e os respectivos namorados, Fábio Franco Beto e Wallace Vinícius Santana da Silva.
G1 não conseguiu localizar a defesa das jovens e dos namorados até a publicação desta reportagem. De acordo com o delegado, elas confessaram que entravam com drogas e celulares no presídio.

Compartimento secreto

Um vídeo mostra quando os policiais encontram drogas em um “compartimento secreto” no painel do carro de uma delas. Para abri-lo, é necessário seguir uma série de procedimentos: carro ligado com freio de mão puxado; farol alto ligado; botão do retrovisor pressionado; e botão ao lado do volante acionado.
Durante a vistoria, os policiais encontraram porções de maconha, cocaína e ecstay. Também foram apreendidos oito celulares e quase 20 chips de telefone.

Drogas nas partes íntimas

A equipe da Denarc levantou que uma das suspeitas confessou que recebia cerca de R$ 1 mil para cada aparelho celular que entrava para a cadeia. Segundo os investigadores, elas também recebiam por grama de droga levada.
De acordo com a equipe da Denarc, as mulheres colocam as drogas em papel carbono e fita isolante para que não fossem flagradas pelo aparelho de Raio-X da unidade prisional.
A investigação aponta que Rayanne e Raica agiam há pelo menos três meses. Os policiais querem identificar outras pessoas que participavam do esquema.
“A gente levantou que tinha cinco ou seis que iam entrar para dentro do presídio com as drogas e celulares. Com o flagrante, evitou que chegasse para elas. A partir de agora, vamos chegar a essas meninas e, provavelmente, indiciá-las pelos mesmos crimes”, disse.
Os envolvidos no esquema podem ser indiciados por associação para o tráfico de drogas e por introduzir aparelhos em presídios.
 
Fonte: G1Goiás
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