23/07/2019 às 14h46min - Atualizada em 23/07/2019 às 14h46min

Troca de plantão facilitou estupro de detentas em Pontalina, diz promotor

MP denunciou dois agentes penitenciários temporários pelo crime. Eles estão foragidos.

O promotor Guilherme Vicente de Oliveira afirmou que houve uma troca de plantão entre os agentes penitenciários da Unidade Prisional de Pontalina logo antes de duas detentas serem estupradas no local. De acordo com ele, uma mulher deveria estar de serviço no momento e essa troca facilitou os abusos.
"No dia do fato havia uma plantonista (mulher) escalada para trabalhar. Mas que houve uma troca, não se sabe porque, de plantão, o que facilitou a ação dos denunciados. Nós vamos identificar qual foi o motivo dessa troca e eventualmente responsabilizar as pessoas envolvidas nessa situação", afirmou.
Por meio de nota, a Diretoria-Geral de Administração Penitenciária (DGAP) disse que, “ao tomar conhecimento do fato envolvendo os dois vigilantes penitenciários temporários suspeitos de estupro, foi realizada solicitação de exoneração ex-officio dos dois servidores e comunicação imediata à Polícia Civil para investigação e providências necessárias em relação ao caso”.
Também segundo a DGPA, a direção da Unidade Prisional “está providenciando o atendimento psicológico às custodiadas” e que “busca esclarecimentos para que fatos desta natureza não voltem a se repetir”.

Denúncia

O Ministério Público do Estado de Goiás (MP-GO) já denunciou Túlio Rosa da Silva e Leandro Santana Rezende Chaves, apontados como os autores do crime.
G1 não conseguiu localizar a defesa dos suspeitos para pedir um posicionamento sobre o caso.
Conforme a denúncia, os crimes ocorreram no último dia 15 de junho deste ano, após as duas vítimas brigarem dentro da cela. Segundo os registros, elas foram retiradas do local, voltaram para o encarceramento e, à noite, foram novamente levadas pelos vigilantes.
O documento detalha que cada um dos autores levou uma vítima para um lugar, onde elas foram estupradas e ameaçadas. Segundo o MP, os homens disseram que elas “deviam” isso a eles por não terem registrado queixas disciplinares contra elas (referentes à briga de mais cedo), o que poderia afetar a progressão de pena das duas.
De acordo com o documento, a direção do presídio, ao saber dos crimes, ouviu as vítimas e informou a Polícia Civil e o MP sobre os casos. As mulheres passaram por exames “cujos laudos atestaram a conjunção carnal por meio de violência psicológica”.
Fonte: G1Goiás
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