19°C 39°C
Chapadão do Céu, GO
Publicidade

O PROBLEMA NÃO É A RAÇA, É O PREPARO”, ESPECIALISTA EXPLICA ATAQUES DE PITBULLS EM GOIÁS

O PROBLEMA NÃO É A RAÇA, É O PREPARO”, ESPECIALISTA EXPLICA ATAQUES DE PITBULLS EM GOIÁS

25/04/2025 às 09h51
Por: Redação Fonte: ROTA POLICIAL NOTÍCIAS
Compartilhe:
O PROBLEMA NÃO É A RAÇA, É O PREPARO”, ESPECIALISTA EXPLICA ATAQUES DE PITBULLS EM GOIÁS

Entre 2024 e os primeiros meses de 2025, ao menos nove ataques atribuídos a cães da raça pit bulls foram registrados em Goiás. Os casos aconteceram em diferentes municípios do estado, como Rio Verde, Goianésia, Anápolis, São Simão, Catalão, Mineiros e Estrela do Norte. As ocorrências envolveram desde crianças até idosos e animais de pequeno porte, e, em algumas situações, terminaram com ferimentos graves e até mortes.
Esses episódios têm intensificado as discussões sobre o comportamento do animal, segurança e responsabilidade dos tutores. A discussão vai além do medo, buscando compreender se é possível prever o comportamento de um cão e se a agressividade está relacionada à raça ou à criação.
Para aprofundar essa questão, o Mais Goiás conversou com empresário Hugo Ribeiro, treinador de cães de polícia e especialista no manejo de raças de grande porte. Com mais de 30 anos de experiência, Hugo alerta que, antes de qualquer julgamento, é preciso entender o cachorro — e não apenas o nome da raça que ele carrega. “Pode ser pit bull, pode ser pastor alemão, golden ou até um shih-tzu. A questão é identificar desde cedo se o animal tem traços de agressividade ou dominância exagerada”, afirma.

O instinto dominador é genético em animais de grande força

Segundo ele, muitos dos ataques não são fruto de maus-tratos ou criação voltada à violência. Na maioria dos casos que atende, o comportamento agressivo é genético. Por isso, adestramento, acompanhamento profissional e atenção ao histórico dos pais do filhote são detalhes importantes a ser investigado antes levar o cão para casa. “Não é só pegar e jogar no quintal. Tem que avaliar o temperamento, saber se vai ter tempo e estrutura para lidar com um cachorro de energia e força tão altas”, explica.
Hugo rebate a ideia comum de que o cachorro se torna agressivo por causa da forma como foi criado. “Em 99% dos casos que atendo, não houve estímulo à agressividade. É genético. O cachorro já nasce com isso, e o tutor, muitas vezes por falta de conhecimento, não percebe enquanto ele ainda é filhote. Só nota quando o animal já está adulto.”
O adestramento pode ajudar — e muito — mas ele também tem limites. “Um cão com temperamento muito forte pode até obedecer ao treinador, mas, na mão de alguém sem experiência, volta a apresentar riscos. Em alguns casos, mesmo com adestramento, o ideal é que esse cão fique com alguém que tenha mais preparo.”

Cruzamentos sem controle podem intensificar traços agressivos — e como agir em caso de ataque

Hugo também faz um alerta sobre os cruzamentos indiscriminados, que são um problema constante. “Se você cruza dois cães agressivos, a tendência é que essa característica seja passada para os filhotes. Não é regra, mas a chance é grande.”
Em casos de ataques, o treinador orienta que gritar ou tentar separar com chutes ou pancadas não costuma funcionar, pois a raça suporta dores extremas e agredi-lo pode aumentar a agressividade. “Pit bulls têm limiar de dor muito alto, algo selecionado durante décadas. Por isso, o ideal é levantar as patas traseiras do animal, como se fosse um carrinho de mão. Isso tira o equilíbrio dele e costuma interromper o ataque.”
Ribeiro alerta que é necessário conhecer a raça e a linhagem, observar o cão desde filhote, contar com orientação profissional e ter responsabilidade são os principais caminhos para evitar tragédias. “Não é sobre a raça, é sobre o indivíduo”

Fonte: Mais Goias 
ROTA POLICIAL NOTÍCIAS

* O conteúdo de cada comentário é de responsabilidade de quem realizá-lo. Nos reservamos ao direito de reprovar ou eliminar comentários em desacordo com o propósito do site ou que contenham palavras ofensivas.
500 caracteres restantes.
Comentar
Mostrar mais comentários
Chapadão do Céu, GO
24°
Tempo limpo

Mín. 19° Máx. 39°

23° Sensação
2.38km/h Vento
21% Umidade
0% (0mm) Chance de chuva
05h42 Nascer do sol
06h50 Pôr do sol
Mon 36° 21°
Tue 21° 19°
Wed 27° 18°
Thu 28° 18°
Fri ° °
Atualizado às 21h04
Publicidade
Publicidade
Anúncio
Economia
Dólar
R$ 5,33 -0,02%
Euro
R$ 6,18 -0,11%
Peso Argentino
R$ 0,00 +0,00%
Bitcoin
R$ 513,007,23 -0,39%
Ibovespa
159,072,13 pts 0.45%
Publicidade
Anúncio
Publicidade
Anúncio
Publicidade
Anúncio
Publicidade