17/06/2019 às 15h50min - Atualizada em 17/06/2019 às 15h50min

Casal pede ajuda para alimentar os sete filhos e um neto que moram na mesma casa, em Aparecida de Goiânia

Residência que abriga as dez pessoas, incluindo dois bebês, tem estrutura precária, somente duas camas e poucos móveis. Homem trabalha, mas está doente e teme perder o emprego.

Um casal pede ajuda para comprar comida para os sete filhos e um neto, em Aparecida de Goiânia, Região Metropolitana da capital. Todos moram juntos em uma casa precária, no Setor Nova Cidade. O homem trabalha, mas está com um problema de saúde e teme perder o emprego por causa das faltas.
Célio Souza e Tânia Pereira vivem juntos há 17 anos. Eles deixaram a Bahia para tentar uma vida melhor em Goiás. Os filhos têm entre seis meses e 16 anos, sendo que a mais velha tem um bebê de quatro meses.
A casa onde moram foi doada pela prefeitura, porque a dona morreu e não tinha herdeiros. A geladeira velha, que às vezes dá choque, está praticamente vazia.
"Hoje [domingo, 16], não comemos nada, nadinha. Às vezes eles [filhos] falam que querem frango, mas como vou dar frango para eles?", lamenta.
Os poucos móveis foram doados ou encontrados na rua. "Esse fogão, ganhei ele de doação. Esse balcão estava no lixo e eu peguei ele, porque ele tem serventia, para pôr as panelas", mostra.
Para dormir, eles também enfrentam dificuldades. A casa tem apenas dois quartos e duas camas. O casal e duas filhas dormem em uma delas. Ao lado, um berço doado, onde dorme o único filho homem.
Na outra cama de solteiro dormem outras duas meninas e outra no sofá. A mais velha dorme em um colchão no chão, junto com o filho bebê.
A casa também está cheia de problemas. Há um buraco em uma das paredes, que provoca frio e insegurança na família.
"Quando chove, a água não cai para o lado de lá, cai toda para dentro da minha casa. Isso aqui tudo molha. Quando chove, tem que tirar isso daqui porque não tem jeito. Só Deus na causa mesmo", lamenta.
Célio trabalha em uma empresa de coleta seletiva de lixo, mas está doente e não consegue correr atrás do caminhão. Por isso, ele tem faltado muito e sente medo de perder o emprego.
"Não estou conseguindo correr. Com tanto de criança desse aqui, perder ainda alguns benzinhos que tem, aí fica difícil", desabafa.
Além de comida, a família ainda precisa de materiais para construção, ao menos uma cama, roupas e móveis novos.
Fonte:G1Goiás
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