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Mãe que teve corpo de bebê trocado em hospital diz que não acreditou quando soube do erro: 'Achei que fosse uma confusão’

Bebês foram trocados após terem a morte confirmada depois do parto, conforme informado no boletim de ocorrência. Segundo a família, um dos corpos chegou a ser enterrado.

14/04/2025 às 09h54
Por: Redação Fonte: G1/Goias
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Mãe que teve corpo de bebê trocado em hospital diz que não acreditou quando soube do erro: 'Achei que fosse uma confusão’

Uma das mães que teve o corpo do seu bebê trocado no Hospital Estadual de Águas Lindas de Goiás Ronaldo Ramos Caiado Filho (HEAL), no Entorno do Distrito Federal, disse que não acreditou quando soube do erro. Em entrevista à TV Anhanguera, ela contou que recebeu uma ligação da Polícia Científica a notificando de que precisaria realizar um exame de DNA, mas que não respondeu.

 

"Eu não dei retorno, porque eu achei que fosse uma confusão. Aí depois a Polícia Civil foi lá em casa, e falou pra mim que meu filho tinha sido enterrado e eu precisava comparecer na delegacia, mas o hospital não comunicou nada, em momento algum”, relatou.

O caso ocorreu na última semana do mês de março quando o hospital atendeu as duas mulheres grávidas. Os bebês foram trocados após terem a morte confirmada depois do parto, conforme informado no boletim de ocorrência.

Ao g1, o HEAL reiterou que a equipe da unidade informou aos familiares e autoridades sobre a troca e que prestou todas as informações necessárias. O hospital pontuou ainda que ofereceu “acolhimento e apoio psicossocial com total zelo e transparência”.

Em nota enviada na sexta-feira (11), a direção havia destacado que abriu um processo administrativo para “correção de protocolos e revisão dos processos para casos semelhantes visando o aprimoramento contínuo que garanta a excelência no atendimento” (leia o pronunciamento completo ao final do texto).

Para a TV Anhanguera, os advogados de defesa das mães, Daniel Kaefer e Idelbrando Mendes, ressaltaram que o caso é uma “falha de prestação de serviço pelo Estado”.

 

"Uma das mães conseguiu enterrar o seu filho, e a outra, por condições financeiras, ainda não tinha feito. E agora uma mãe vai ter que sofrer de novo o luto de enterrar o seu filho. E a outra simplesmente não sabe onde está o seu bebê", mencionou Idelbrando Mendes.

De acordo com o boletim de ocorrência, no dia 21 de março, uma das mães, de 25 anos, chegou ao hospital, onde deu à luz a um bebê de 20 semanas, que morreu após o parto, "devido à prematuridade extrema".

Quatro dias depois, no dia 25, a outra gestante, de 36 anos, deu entrada na unidade, onde o seu bebê foi identificado como um natimorto de 26 semanas.

Quando a primeira mãe foi à unidade para retirar o corpo do filho, a equipe Assistencial do Centro Obstétrico do hospital entregou o feto errado. Ainda segundo a ocorrência, o erro foi percebido pelo hospital no dia 27, mas o corpo já havia sido enterrado.

Uma familiar relatou que o bebê foi enterrado no dia 26, por volta das 09h30 da manhã, no Cemitério de Águas Lindas.

"Teve todo um processo pra poder tirar ele. Ela cuidou de todo o enterro, todo o acompanhamento que tinha que ter. Sofreu muito com tudo isso, e a família tava dando todo o apoio psicológico pra ela. Ela tá bem abalada", contou uma fonte, que preferiu não se identificar, em entrevista à TV Anhanguera.

 

 

Nota completa do Hospital Estadual de Águas Lindas de Goiás

 

O Hospital Estadual de Águas Lindas de Goiás Ronaldo Ramos Caiado Filho (HEAL) esclarece o seguinte:

- Na última semana do mês de março a unidade acolheu duas mulheres grávidas em trabalho de parto cujos fetos não resistiram;

  • Após liberação dos corpos para sepultamento a direção identificou o equívoco e cuidou imediatamente de comunicar às famílias e às autoridades para processar a correta identificação e reparação da lamentável troca;
  • - As famílias receberam orientação legal para procedimento e acolhimento psicossocial para superação da dor da perda dos bebês e do incidente;

    - A direção instaurou procedimento administrativo para correção de protocolos e revisão dos processos para casos semelhantes visando o aprimoramento contínuo que garanta a excelência no atendimento, bem como reitera seu compromisso de prestar um serviço de saúde com humanização e respeito.

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