27/05/2019 às 14h08min - Atualizada em 27/05/2019 às 14h08min

A visita de Trump a um ringue de sumô no Japão: 'Tarde incrível'

Presidente americano foi neste domingo a arena onde se pratica o tradicional esporte japonês.

O presidente norte-americano Donald Trump, em visita de quatro dias ao Japão, passou o que chamou de "uma tarde incrível" neste domingo (26) ao assistir ao esporte nacional japonês, o sumô, ainda que a visita tenha provocado queixas de alguns fãs da luta por conta do forte esquema de segurança.
Em resposta a um pedido de Trump, que no mês passado disse sempre ter achado o esporte – em que lutadores quase nus têm uma disputa corporal em um ringue de areia – "fascinante", autoridades do sumô se prepararam para a visita sem precedentes. Foi o ponto alto de um dia de encontro entre Trump e o primeiro-ministro japonês, Shinzo Abe, que teve ainda refeição com hambúrgueres e jogo de golfe.
"Sempre quis ver a luta do sumô, então isso foi realmente ótimo", disse Trump no início de um jantar com Abe, acompanhado de sua esposa, Melania, e a esposa de Abe, Akie, logo após a luta.
"Foi uma tarde incrível."
Cerca de mil dos 11 mil assentos na lendária arena de sumô de Kokugikan, incluindo alguns dos mais caros, foram reservados à Trump, Abe e suas equipes de segurança.

Irã e Coreia do Norte

Nesta segunda-feira, Trump afirmou que não busca uma "mudança de regime" no Irã, apesar das tensões com os EUA, e declarou que Kim Jong-un, líder norte-coreano, é um "homem muito inteligente", consciente de que deve abandonar as armas nucleares.
Após uma reunião com o primeiro-ministro japonês, o presidente americano deu a sensação de que gostaria de reduzir as tensões nessas duas questões geopolíticas cruciais da atualidade, apesar do contexto de escalada verbal entre Estados Unidos e o governo do Irã, assim como dos recentes lançamentos de mísseis pelo regime da Coreia do Norte.
"Não buscamos uma mudança de regime, quero que isto fique claro, estamos tentando que não existam armas nucleares", declarou Trump em referência ao Irã, antes de afirmar que "não busca prejudicar" Teerã e expressar confiança em um possível acordo entre as partes.
Trump também abriu a porta à possibilidade de negociar com o governo iraniano ao afirmar que "se quiserem conversar, vamos conversar".
Washington decidiu enviar 1.500 militares adicionais ao Oriente Médio. A crise entre Irã e EUA não para de aumentar desde que Trump decidiu retirar unilateralmente seu país do acordo sobre o programa nuclear iraniano e ordenar novas sanções contra o Irã.
Agora, o presidente americano parece apoiar a ideia de que o primeiro-ministro nipônico atue como mediador no assunto. De acordo com informações da imprensa, Shinzo Abe estaria considerando a possibilidade de viajar ao Irã para negociar.
Fonte:G1
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