20/05/2019 às 15h28min - Atualizada em 20/05/2019 às 15h28min

Jovem é preso suspeito de matar a namorada que foi achada após 4 dias desaparecida, em Goiânia

Segundo o delegado, ele simulou o desaparecimento dela e até fingiu conversas pelo celular após ela estar morta.

O assistente de informática Erick de Lima Souza, de 26 anos, foi preso suspeito de ter matado a namorada, a costureira, de 22, em Goiânia. O crime ocorreu em 2016 e, segundo a Polícia Civil, foi motivado por ciúmes. A investigação apontou que, na época, ele simulou que a vítima sumiu após sair para ir ao trabalho e ficou quatro dias desaparecida. Quando o corpo foi localizado, o rapaz chegou a fazer postagens em redes sociais lamentando o crime e pedindo justiça.
Erick foi apresentado à imprensa na manhã desta segunda-feira (20), no 4º Distrito Policial de Goiânia. Ele negou as acusações. "A polícia está colocando a culpa em mim, só isso. Não cometi o crime. Sou inocente", afirmou.
O jovem foi preso preventivamente na última sexta-feira (17), quando chegava em casa. O corpo de Nayara foi encontrado no dia 19 de dezembro de 2016, no Setor Estrela Dalva, bairro vizinho ao Recanto do Bosque, onde morava. Na ocasião, a polícia acreditava que ela havia sumido no dia 15, após sair para trabalhar. No entanto, o delegado Carlos Caetano disse que ela foi morta na noite anterior.
"Conseguimos comprovar, por meio de provas, que ele estava na casa dela na noite anterior ao que foi relatado por ele próprio na ocorrência como sendo o dia do sumiço. Como é técnico em informática, ele também simulou uma troca de mensagens entre os dois na manhã do dia 15", explicou.

Chaveiro e traição

O delegado disse que Nayara foi morta com uma pancada na cabeça, quando ele deu um soco segurando um chaveiro em formato de carro na mão. "Após isso, ele pegou sua moto, foi até sua casa, pegou o carro, voltou e levou o corpo até a mata onde foi abandonado", afirma.
O crime, conforme as investigações, foi motivado por ciúmes de Erick. Carlos Caetano explicou que ele desconfiava de uma traição, a qual, segundo o delegado, ficou confirmada no decorrer das investigações.
A todo tempo, relata o responsável pelo caso, o jovem tentava desviar o foco da investigação para si, com o intuito de que a autoria não fosse descoberta. "Ele limpou tudo, vendeu o carro, a moto, mudou de endereço e de local de trabalho. Também fez escândalo e chorou no IML e no velório. Ele fez de tudo para dissimular o crime", conta.
Além disso, após o corpo ser localizado, o jovem fez várias postagens nas redes sociais com fotos dele e de Nayara, nas quais se mostrava triste e pedia Justiça.

Caso marcante

Erick deve ser indiciado por feminicídio e ocultação de cadáver. Se condenado pode pegar mais de 30 anos de prisão.
O delegado trabalhava na Delegacia Estadual de Investigação de Homicídios (DIH) na época do crime e hoje é titular do 4º DP. Quando saiu, o caso passou a não ser mais seu. Porém, ele pediu para retomar as investigações.
"Em 32 anos de polícia, nunca trabalhei tanto em um caso como este. Então, sempre estava com ele na cabeça. Pedi à direção da DIH para reassumi-lo e recebi autorização", conta.
Alguns parentes de Nayara compareceram à delegacia para agradecer a polícia pela elucidação do caso. Tia da jovem, a dona de casa Maria da Luz Saraiva, bastante emocionada, disse que o sentimento era de alívio.
"Desde o primeiro momento em que vi ele, não gostei. Ele era muito frio, mas nunca pensei que poderia ter sido ele. Com a prisão, fica o sentimento de alívio e felicidade. Que ele apodreça na cadeia", afirmou.
Fonte:G1Goiás
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