13/05/2019 às 14h06min - Atualizada em 13/05/2019 às 14h06min

Após devolver R$ 2 bilhões que recebeu por engano, mulher diz que não se arrepende: 'Prefiro dormir tranquila'

Dona de casa de Anápolis, que deu à luz trigêmeas recentemente, não pensou em usar o dinheiro que não era seu. Caso semelhante ocorreu em Goiânia, mas empresário adquiriu carro de luxo com valor, segundo a polícia.

Passado exato um mês do susto de ver depositados em sua conta mais de R$ 2 bilhões por engano, a dona de casa Leizimar Silva Triers ainda convive com a repercussão causada pela situação. Mãe de quatro meninas, incluindo trigêmeas de menos de 1 ano, a moradora de Anápolis, a 55 km de Goiânia, diz que não se arrepende de ter procurado sua agência bancária para devolver o dinheiro.
“Prefiro dormir com meu saldo negativo, dormir bem, tranquila, acordar bem no outro dia cedo, sem pensar em R$ 2 bilhões", afirma.
Ela afirma que em momento algum pensou em ficar com a quantia e que, apesar das dificuldades, a família segue se sustentando com os R$ 1,5 mil recebidos de salário do marido, que trabalha como segurança.
A confusão começou no dia 13 de abril último, um sábado. Na ocasião, ao verificar seu extrato bancário no aplicativo do seu banco no celular, ela viu que tinha saído do saldo negativo de R$ 470 para R$ 2,28 bilhões
Assustada, ela teve de esperar até a segunda-feira para ir ao banco e foi avisada que havia ocorrido um erro de sistema, conforme nota divulgada pela Caixa após o episódio.
Ela também já disse, após o problema ser resolvido, que se assustou com a repercussão do caso, pois achava que a decisão de devolver o dinheiro que não era dela tratava-se de algo normal.
O valor astronômico não mexeu com a cabeça de Leizimar mesmo diante das dificuldades. A família mora em uma casa de dois quartos. Em um, dormem o casal em uma cama de casal e os três bebês em uma cama de solteiro. No outro, está a filha mais velha, que tem 14 anos.
Ela sonha em montar um quarto para as crianças. Mas o aperto está deixando a ideia um pouco mais para frente. "O mais difícil hoje é o financeiro. A gente aperta porque é fralda demais, é tudo demais", destaca.
Fonte:G1Goías
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