10/05/2019 às 13h21min - Atualizada em 10/05/2019 às 13h21min

Casal acusado de matar jovem em lan house após briga por ‘fofocas’ em redes sociais é julgado em Goiânia

Réus estão foragidos desde a época do crime, ocorrido em 2015. Rapaz de 18 anos foi assassinado com três tiros, no setor São Francisco.

O casal Johnathan Amâncio da Silva e Natália Araújo Vasconcelos enfrenta júri popular nesta sexta-feira (10) pela morte do jovem Jean Carlos da Silva Souza, 18 anos, ocorrido em 2015, em uma lan house do Setor São Francisco, em Goiânia. Segundo as investigações, o crime foi motivado por uma discussão por “fofocas” nas redes sociais. Os réus não compareceram ao julgamento por estarem foragidos desde a época do crime, mas foram representados por um defensor público.
A sessão é presidida pelo juiz Jesseir Coelho de Alcântara. O Ministério Público do Estado de Goiás (MP-GO) diz não ter dúvidas dos responsáveis pelo crime. Já a defesa dos réus reconhece a ação do rapaz, mas crê que a namorada é inocente.
O casal é acusado de homicídio doloso, que é quando há intenção de matar, qualificado por recursos que impossibilitaram a defesa da vítima e por motivo fútil.
De acordo com a denúncia, nenhum dos envolvidos se conhecia pessoalmente. No relato do MP, consta que Natália, com 19 anos na época, discutiu nas redes sociais com a namorada da vítima, que tinha 16, por causa de fofocas entre pessoas que ambas conheciam.
Ainda de acordo com o MP, as publicações de Natália mostram que ela se sentiu ofendida e ameaçava a namorada da vítima. Entre as publicações, está a foto de uma arma enviada por ela à adolescente.
Consta no documento que, no meio da discussão, os namorados das duas acabaram entrando no bate-boca, tudo pelas redes sociais, até que Jhonatan pegou uma arma, foi até a lan house onde a vítima estaria e atirou três vezes nela.
O dono da lan house e a namorada da vítima presenciaram o homicídio. Em depoimento à Polícia Civil, a namorada da vítima disse ter certeza que a morte dele foi motivada pela discussão que começou nas redes.

Defesa e acusação

O promotor de Justiça Cassius Marcellus de Freitas Rodrigues afirmou que não há dúvidas da autoria do crime.
“Os dois concorrem da mesma forma e incide na mesma pena sobre os dois. Os dois fugiram e nunca foram ouvidos, então a única controvérsia do caso se a Natália instigou o marido a cometer o crime”, afirmou.
Já o advogado do casal, o defensor público Luiz Cesar dos Santos, disse que não existe qualquer prova de que a Natália teria instigado o namorado a cometer o crime.
“Vou concordar com a participação do Jhonathan, mas não da Natália. Ela é ré primária, nunca cometeu crimes, ao contrário do dele, que já teria cumprido pena por roubo. Ela pode até ter sido induzida por ele a não comparecer”, afirmou.
Fonte:G1Goiás
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