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Empresária é condenada a 12 anos de prisão por matar funcionária que teria tido um caso com o marido dela, em Catalão

Empresária é condenada a 12 anos de prisão por matar funcionária que teria tido um caso com o marido dela, em Catalão

01/04/2025 às 08h32
Por: Redação Fonte: G1/Goias
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Empresária é condenada a 12 anos de prisão por matar funcionária que teria tido um caso com o marido dela, em Catalão

A dona de um restaurante Adriana Alexina Leal Borges André foi condenada a 12 anos de prisão por matar uma funcionária, de 19 anos, que teria tido um caso com o marido dela, em Catalão, no sudeste goiano. Na época, a empresária se apresentou à polícia e confessou ter matado Ana Vitória Pereira Alves, com um tiro na cabeça.

Ao g1, a Defensoria Pública de Goiás (DPE), que representou a mulher durante a prisão, disse que não comentará sobre o caso (veja a nota completa no final da matéria). A reportagem entrou em contato com a defesa da empresária que a representou no julgamento, mas não teve retorno.

A mulher foi presa neste sábado (29), após mandado de prisão definitiva expedido pela Vara Criminal do Tribunal de Justiça do Estado de Goiás (TJGO), comarca de Catalão. Em audiência de custódia, realizada no dia seguinte, o juiz manteve a prisão da mulher. Ela está presa na Unidade Prisional Regional Feminina de Orizona, de acordo com a Polícia Penal.

crime aconteceu, no dia 31 de março de 2018, dentro do restaurante, após a mulher encontrar conversas da funcionária com o seu marido nas redes sociais, conforme a confissão da mulher.

De acordo com a sentença, Adriana Alexina foi condenada por homicídio qualificado contra a vítima. A defesa pediu por um novo julgamento alegando que o caso deveria ser analisado como legítima defesa ou homicídio privilegiado, quando é cometido sob o domínio de uma violenta emoção, ou por um motivo moralmente relevante.

Contudo, o Conselho de Sentença entendeu que, a partir das provas e depoimentos, especialmente a confissão da ré, foram suficientes para demonstrar “a presença da qualificadora referente à utilização de recurso que dificultou a defesa da vítima”.

Três testemunhas alegaram que “a vítima estava desarmada, não tendo sido, de fato, encontrado com ele qualquer instrumento do qual pudesse se utilizar para se defender”, segundo a decisão.

O laudo da perícia apontou ainda que o disparo foi efetuado por trás da vítima e a curta distância, sem tempo de reação.

 

Relembre o caso

 

Conforme informações do g1, Adriana Alexina se apresentou à polícia no dia 2 de abril, dois dias depois do crime, e confessou ter matado a funcionária, de 19 anos, que prestava serviços eventuais em seu restaurante.

Na época, a delegada Alessandra Maria Castro, responsável pelo caso, informou que, na ocasião, além de admitir a autoria, a empresária apresentou a arma que usou no crime. Como não houve flagrante e ela está colaborando com as investigações, a comerciante foi liberada logo após o depoimento e respondeu em liberdade.

A delegada explicou que uma semana antes do crime, a comerciante desconfiou da traição e chegou a questionar o esposo, que negou a relação.

Antes do crime, o casal se encontrou com a jovem em uma festa. A Adriana disse que notou um olhar diferente entre eles e questionou o marido, mas ele refutou a situação, disse ao g1.

No entanto, posteriormente, a mulher descobriu a suposta traição ao mexer em seu computador e ver que Ana Vitória havia deixado sua conta em uma rede social aberta. De acordo com depoimento da comerciante, ela encontrou conversas com outras pessoas falando sobre o caso.

No entanto, posteriormente, a mulher descobriu a suposta traição ao mexer em seu computador e ver que Ana Vitória havia deixado sua conta em uma rede social aberta. De acordo com depoimento da comerciante, ela encontrou conversas com outras pessoas falando sobre o caso.

Durante a discussão, Adriana pegou a arma e efetuou um tiro na cabeça da jovem. A vítima morreu no local. O marido de Adriana estava nos fundos do estabelecimento e ouviu o disparo. Ao chegar e ver a esposa com a arma na mão, ele fugiu, acreditando que também poderia ser alvo dela.

No entanto, após o crime, a mulher correu para casa, que fica a 500 metros do estabelecimento, pediu que a babá cuidasse do filho do casal, de 2 anos, e fugiu. Dois dias depois, se apresentou de forma espontânea.

Nota da DPE

A Defensoria Pública do Estado de Goiás informa que representou a investigada durante a audiência de custódia, cumprindo seu dever legal e constitucional de garantir a defesa de pessoas que não tenham condições de pagar por um profissional particular, e não comentará sobre o caso. A partir disso, por se tratar de comarca onde a DPE-GO não está instalada de forma permanente, ocorre sua desabilitação no processo. Assim, será oportunizado prazo para a acusada constituir sua defesa ou para que haja nomeação pelo juízo.

 
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